Still de vida com drinks ambientando o perfume Velvet Tobacco da Felisa Beauty, evocando as camadas de cacau amargo, couro e fumaça da fragrância

Velvet Tobacco: o novo gourmand da perfumaria de nicho

O gourmand que trocou o açúcar por camadas

Por muito tempo, gourmand na perfumaria significou uma coisa só: doce, alto, quase óbvio. Baunilha que lembrava sobremesa, chocolate que parecia confeitaria. Bonito, mas raso.

A perfumaria de nicho está reescrevendo essa história em 2026. O gourmand que domina as conversas do setor agora troca o chocolate ao leite por cacau amargo, aposta em madeiras, couro e fumaça, e deixa o rum e o conhaque assinarem o fundo da composição. O resultado é sensual, quente, construído em camadas: não é mais uma nota única gritando doçura, é uma fragrância que se revela aos poucos.

É um gourmand adulto. Pensado pra quem já passou da fase de perfume que lembra sobremesa e quer algo com mais textura, mais sombra, mais história pra contar.

Faz sentido que essa mudança esteja acontecendo agora. A perfumaria de nicho como um todo está caminhando pra um jeito mais lento de trabalhar: menos aposta em abertura chamativa, mais cuidado com a extração e com a narrativa por trás de cada frasco. É a mesma lógica que já guia meu trabalho na Felisa desde o início, quando o assunto é matéria-prima com origem contada, não só listada.

Velvet Tobacco já nasceu nesse território

Quando a gente olha pro perfil de Velvet Tobacco, fica difícil não notar: essa fragrância já estava ali antes da tendência virar tendência.

Mel e tabaco no coração. Madeira de carvalho, couro e conhaque no fundo. Mandarina, ameixa e rum abrindo a experiência. É exatamente o vocabulário que a perfumaria internacional está redescobrindo agora, só que eu construí essa fragrância assim desde o início, com a leitura brasileira de sensualidade e luxo que carrego pra tudo que crio.

Não é um gourmand que aposta tudo no primeiro cheiro. É uma fragrância que pede tempo pra abrir, que muda ao longo das horas, que fica mais interessante quanto mais tempo fica na pele.

A abertura chega em mandarina, ameixa e rum: uma entrada frutada e levemente adocicada, mas já com aviso do que vem depois. No coração, mel e tabaco se encontram e criam esse acorde quente, quase fumado, que é a alma da fragrância. E no fundo, madeira de carvalho, couro e conhaque seguram a intensidade até o final, sem deixar a composição perder densidade.

A memória por trás do frasco

Toda fragrância que assino nasce de uma lembrança real, e Velvet Tobacco não é diferente. Essa fragrância carrega noites que vivi entre São Paulo e Los Angeles: lounges de couro, madrugadas em que tudo ainda parecia possível, o tipo de ambiente que guardei na memória mesmo sem hora marcada pra acabar.

É magnetismo à brasileira: visceral, elegante, difícil de ignorar. O tipo de presença que não precisa se anunciar, só entrar na sala.

Existe uma diferença entre um perfume que descreve uma noite e um perfume que carrega uma noite dentro de si. Velvet Tobacco é do segundo tipo. Não criei ela pra ilustrar uma cena, criei a partir dela.

Como usar Velvet Tobacco

Pela intensidade e pelo perfil amadeirado, Velvet Tobacco funciona melhor em momentos noturnos: jantares, encontros, qualquer ocasião em que a fragrância tenha espaço pra se revelar aos poucos. Nos dias mais frios, a presença fica ainda mais evidente, e o couro e o conhaque do fundo ganham mais tempo de pele pra se instalar.

Pra quem gosta de compor a própria assinatura olfativa, vale explorar o layering, uma das tendências mais comentadas da perfumaria em 2026. Combinado com Golden Tuberose, Velvet Tobacco ganha uma camada floral que suaviza o couro sem perder intensidade, um contraste entre a tuberosa exuberante de um lado e o tabaco quente do outro. Se esse universo de combinações interessa, vale ler também o nosso guia de layering na perfumaria de nicho.

O Brasil, cada vez mais no centro da perfumaria mundial

Não é só o gourmand que está mudando de endereço. Em junho de 2026, a Robertet, uma das maiores fornecedoras de matéria-prima de perfumaria do mundo e responsável por casas como Chanel e Dior, inaugurou em São Paulo um dos maiores Centros Criativos da empresa no planeta.

É um sinal concreto de que o Brasil deixou de ser só consumidor de perfumaria de luxo e virou também um polo criativo pra ela, com peso pra América Latina inteira. A Felisa nasceu justamente dentro dessa ideia: perfumaria de nicho pensada e criada aqui, com matéria-prima nobre de verdade, sem precisar importar identidade nenhuma.

E é curioso pensar que um gourmand como Velvet Tobacco, com tabaco, couro e conhaque compondo uma noite entre São Paulo e Los Angeles, já nasceu carregando esse trânsito. Uma fragrância brasileira que dialoga com o mundo sem deixar de ter endereço fixo.

Um gourmand que não precisa ser doce pra ser inesquecível

A perfumaria amadureceu, e o gourmand foi junto. Trocou o açúcar evidente por camadas de cacau amargo, couro e fumaça, e ficou mais interessante por isso.

Velvet Tobacco sempre esteve nesse lugar. Porque algumas fragrâncias não precisam anunciar doçura pra deixar rastro.

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